Esse aumento de 3,5 pontos percentuais foi o nono maior do Brasil, fazendo com que a Bahia perdesse o posto de um dos estados com menores índices de violência sexual infantojuvenil, passando a ocupar a décima menor proporção nacional.
Em Salvador, o cenário é semelhante, com o índice subindo de 6% para 8,7% no mesmo período, o que retirou a capital da posição de cidade com menor incidência nesse indicador entre as capitais brasileiras.
As vítimas
O perfil das vítimas evidencia que as mulheres são as mais atingidas por essa violência. Na Bahia, 10,2% das estudantes do sexo feminino relataram ter sido forçadas a algum ato sexual, enquanto entre os rapazes o índice foi de 6,9%.
Além disso, os relatos são mais frequentes entre alunos da rede pública de ensino, atingindo 9,2% no estado e 10% em Salvador, contra cerca de 5,5% na rede privada.
Outro dado crítico é a precocidade dessa violência: cerca de 70% das vítimas na Bahia e em Salvador afirmaram que o abuso ocorreu antes dos 13 anos de idade, um percentual que cresceu drasticamente desde 2019, quando estava na casa dos 56%.
A configuração das agressões revela que o perigo reside predominantemente em ambientes próximos à vítima. Em mais de 76% dos casos, tanto no estado quanto na capital, o agressor era alguém conhecido. De forma ainda mais grave, cerca de um terço das vítimas apontou familiares como os responsáveis pela violência.
Na Bahia, 34,2% dos agressores faziam parte da família, sendo que 6,8% eram pais, mães ou padrastos e 27,4% eram outros parentes.
Fonte: bahia.ba






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